ProfJam faz as delícias do público nas Monumentais Festas do Enterro da Gata

No último sábado, dia 7 de maio, ProfJam marcou presença nas Monumentais Festas do Enterro da Gata e contagiou o público com a sua energia.

1. Após dois anos de pandemia, qual é a sensação de estares novamente envolvido no espírito universitário?

É, sem dúvida, um privilégio. A pandemia fez-me valorizar mais a vida de estrada. Óbvio que há certas coisas com as quais temos de lidar, mas é por uma boa razão. Estes dois anos ensinaram-me a nunca esquecer que nada é garantido. Isto que se passou hoje é mais uma força. Agradeço muito esse “extra juice” e esse gás. É incrível voltar a pisar o palco, porque é lá que vivo e me transformo enquanto artista.

2. Com 14 anos de carreira, o que é que te motiva a continuares a percorrer o país com a tua música?

É muito a tentativa de continuar a manter o conteúdo interessante para mim e para quem me acompanha. É tentar mudar os meus movimentos e as minhas fintas, tentar que as pessoas possam prever o que vai surgir, como uma espécie de filme onde vou dando episódios e no final tudo será revelado. Eu nunca escrevo quando eu sinto que tenho de escrever, eu escrevo quando eu quero escrever. Se as palavras me custam a sair é porque não são para sair. Escrevo quando sinto que há uma inspiração a guiar a minha caneta. Sinto que o que me representa é a espontaneidade.

3. Braga marca o meio e o fim da tua tour de 2022, visto que regressas a esta cidade para o Festival Authentica. Como caraterizas o carinho dos minhotos para contigo?

Estive cá já há algum tempo, numa sala que pelos vistos já nem existe, portanto criei alguma expetativa. Fui muito bem recebido, um obrigado às pessoas desta cidade. No que eu puder, vou sempre dar tudo. A veia nortenha é mais quente e mais pura e eu identifico-me com isso. O povo minhoto pode contar comigo para partir tudo. um grande obrigado!

4. É a quarta semana académica em que marcas presença. O que é que diferencia as Monumentais Festas do Enterro da Gata das outras festividades académicas?

Isso é sempre difícil de eu julgar. Acho que essa é uma pergunta mais para as pessoas que frequentam as festas. O meu papel é dar tudo e sair com o sentimento de missão cumprida. A nível de estrutura e organização, o Enterro da Gata é muito bom, cinco estrelas.

5. Por fim, queres deixar alguma mensagem aos académicos minhotos?

Vão atrás do que vocês querem. Às vezes temos frustrações, queremos ser felizes, mas não pensamos no que é que nos faz felizes. Já passei por outros caminhos e mais tarde percebi que primeiro é preciso ter um objetivo, para depois poder conquistá-lo. É ótimo terem um caminho, mas saiam também do piloto automático. A educação é ótima, mas não é uma garantia de nada. Não tenham problema de ir atrás. Eu fiz quatro anos de engenharia informática e não aplico o que aprendi, mas foi sem dúvida algo que me exercitou.

O meu conselho é que pensam no futuro de uma maneira estratégica e que não fiquem à espera, porque as coisas mudam. A ideia do marrar no estudo vem de outra geração. O mercado de trabalho é competitivo e temos de estar sempre à procura de novas oportunidades. Nunca devemos achar que estamos acima de nada e devemos trabalhar sempre com dignidade e humildade.