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Richie Campbell: "Acho mesmo que foi um bom primeiro dia para a malta do Minho"

Richie Campbell: "Acho mesmo que foi um bom primeiro dia para a malta do Minho"

O artista Plutónio já tinha sido convidado de Richie Campbell nas Festas do Enterro da Gata.  Na edição deste ano, que marca os 30 anos das festividades, os dois artistas atuaram a solo e abriram da melhor maneira o novo Gatódromo. No entanto os dois músicos não perderam a oportunidade de cantar juntos e brindaram o público com algumas músicas em conjunto. Os dois artistas estiveram à conversa connosco e falaram-nos da colaboração e do regresso às Monumentais Festas do Enterro da Gata.

Plutónio, qual é a sensação de voltar ao Enterro da Gata, mas deste vez a solo ?

Plutónio (P): Descrever uma sensação tão grande como aquela que eu senti ali é mesmo muito difícil. Só posso dizer que foi mesmo uma grande honra e um grande prazer. Quando eu vim aqui com o Richie não pensava que tão cedo ia voltar sozinho, a atuar para tanta gente. E saber que o pessoal conhece as minhas músicas é a sensação mais gratificante que eu posso ter. 

Das músicas que tocam nos vossos concertos, qual é aquela que vos dá maior gozo tocar sempre ?

P: A Cafeína é a minha música que teve uma maior expansão, por assim dizer. Mas a música que eu menos esperava que fosse ter uma dimensão destas e que, por isso me dá mais prazer tocar é o "Meu Deus", sem dúvida. 

Richie Campbell (RC): É difícil e acho que varia um bocado de concerto para concerto as músicas que nós gostamos mais de tocar. Porque às vezes és surpreendido como uma reação do público que não estás à espera. E nós tocamos as músicas muitas vezes e já depende um bocado da reação do público se nós acabamos por gostar ou não. Hoje, por exemplo, gostei muito de tocar o "Blame it On Me" porque temos estado a fazer uma aposta interna sobre se ainda vale a pena tocar a música ou não e em cada concerto que damos as pessoas continuam a cantar uma música que já tem quase 10 anos. 

Richie, já és uma presença habitual do Enterro da Gata, como é voltar ao Minho mais uma vez ?

Eu sou muito sincero, eu não gosto muito de repetir concertos em anos seguidos porque eu sinto que há muitos artistas e as pessoas querem ouvir coisas diferentes e sinto que outros artistas também têm o direito de vir tocar aqui. E aliás, quando aceitei o concerto uma das coisas que eu disse na agência foi isso. Eles disseram que tinha sido um dos nomes mais pedido para vir cá. Portanto lá está, é mais uma daquelas coisas que é mesmo muito gratificante, tu saberes que tiveste cá um ano e que no ano a seguir querem que voltes. Honestamente até acho que gostei mais do concerto deste ano, do que o do ano passado. Acho que é um sinal que as pessoas respeitam o meu trabalho e que não se cansam. Isso dá-me vontade de continuar a fazer mais para poder voltar uma quarta e uma quinta vez, tipo Quim Barreiros. 

Se vocês pudessem definir o público universitário do Minho através de uma palavra qual seria ?

RC: Eu diria menos embriagado que o normal, só por causa da hora a que tocamos porque normalmente nas queimas costumamos atuar ainda mais tarde. E agradeço imenso à organização por nos por a tocar a esta hora. 

P: Eu subscrevo e descrevi-o como um público que gosta não só de ouvir mas também de cantar. Senti que em que o pessoal estava a cantar com a alma e nem sempre é assim. Há públicos que cantam mais e aqui em Braga cantaram mesmo muito!

Foram os primeiros a abrir o nosso novo recinto do Enterro da Gata, qual é a sensação?´

RC: Este novo recinto dá dez a zero ao anterior. Gosto muito mais. Eu gosto mais de ser dos últimos a pisar o palco para depois ter base de comparação com os concertos que já aconteceram, mas acho que abrimos muito bem. Acho mesmo que foi um bom primeiro dia para a malta do Minho.

 

 

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