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Quim Barreiros: “Os estudantes são um espetáculo dentro do meu espetáculo”

Quim Barreiros: “Os estudantes são um espetáculo dentro do meu espetáculo”

Quim Barreiros voltou a pisar o palco do Enterro da Gata. Em dia de cortejo académico o artista mais aclamado das festas académicas atuou para um Gatódromo repleto. Estivemos à conversa com o cantor que falou do gosto que tem em tocar em eventos académicos. 

Ao longo de tantas presenças em várias queimas, sentem diferenças ao longo dos anos?

Quim Barreiros (QB): A diferença é que, quando comecei a atuar em queimas, eram mil ou dois mil estudantes e, hoje, são 20 mil. Mas tudo muda: o sítio, a produção…

Depois de ser praticamente uma presença assídua em várias queimas pelo país, considera importante para a sua carreira continuar a participar em eventos académicos?

QB: Eu acho que sim. Isto é a mesma coisa quando vais a um restaurante e comes bem e pagas o justo, tu sentes-te bem- eu é a mesma coisa. Eu devo ser o artista mais barato e o que mais lucro dou. Eu sou muitas vezes o homem que vem salvar uma queima, porque, ao que me pagam e às pessoas que eu meto lá dentro, dou sempre lucro. Há academias que eu vou lá exatamente por isso: vai lá A ou B e leva 40 ou 50 mil, o Quim Barreiros leva 10 vezes menos e metem menos gente do que eu, daí eu também ser procurado, não só em semanas académicas, como em festas aqui e ali.

Do repertório que trouxe, qual a música que mais gosta de tocar e qual é que sente que o público mais gosta de ouvir?

QB: Como sou velho, gosto daquela “Quero cheirar teu bacalhau” (risos). Mas acho que há muitas que o público gosta de ouvir, aquelas que sabem cantar são as mais procuradas e mais conhecidas.

Se tivessem que definir o público do Minho em poucas palavras, quais seriam?

QB: É feliz, é alegre, não tem contas para pagar (risos) e isso é importante.

Quais as principais diferenças entre o público académico e o público geral?

QB: A festa académica é uma festa de jovens, é uma festa mais alegre. Quando vou, por exemplo, tocar numa aldeia, os pais e os avós gostam, mas não se manifestam como os estudantes se manifestam. Os estudantes são um espetáculo dentro do meu espetáculo. Nas aldeias é diferente, gostam, dançam, mas estão a olhar, a ver o chapéu lindo na cabeça, não saem dali. É muito mais alegre uma festa académica, uma festa de jovens.

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