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Kalhambeque: "Enquanto nos quiserem vamos estar cá sempre"

Kalhambeque: "Enquanto nos quiserem vamos estar cá sempre"

A quinta noite do Enterro da Gata abriu com Kalhambeke, que aqueceu o palco para Quim Barreiros. Estivemos à conversa com o vocalista do grupo que falou do gosto que tem em tocar em eventos académicos e o que para si descreve o público minhoto.

Ao longo de tantas presenças em várias queimas, sentem diferenças ao longo dos anos?

Kalhambeke (K): Claro que vamos sentindo diferença, porque, quando estudávamos ainda, tínhamos uma ligação direta às pessoas, ou seja, eram as pessoas do nosso curso e nossos conhecidos. Fomos ficando mais velhos e tínhamos medo de perder um bocadinho essa ligação, porque, no fundo, as pessoas vão acabando os cursos e vão saindo. Mas, pelo contrário, acho que sentimos que o pessoal já tem o Kalhambeke como algo que faz parte das semanas académicas, seja da Receção, seja do Enterro, e dá-nos muito carinho.

Por serem já artistas recorrentes, alguma vez pensaram recusar vir ao Enterro?

K: Nunca, enquanto nos quiserem, nós vamos estar cá sempre, porque é muito especial para nós. Mesmo  que achemos que, de alguma forma, já possam ser muitos anos seguidos, resulta e, ver o espetáculo que esteve aqui, hoje, com a aderência do público, acho que responde ao convite que a Associação Académica nos faz de ano para ano.

Do repertório que trouxeram, qual a música que mais gostam de tocar e qual é que sentem que o público mais gosta de ouvir?

K: Nós temos uma música mítica, que já tocamos há quase 20 anos, que é a “Menina estás à janela”. É incrível, porque traz ali um bocadinho da nostalgia de toda a gente, de quando cantavam em pequeninos, e resulta muito bem.

Quais as principais diferenças entre o público académico e o público geral?

K: É diferente. O público académico vem para se divertir e está numa semana única de festejo, sejam caloiros, sejam estudantes intermédios, sejam finalistas, uma semana que não vão viver muitas iguais na vida. Cada segundo e cada momento é especial, então, tentam viver muito intensamente. O público nas outras festas vai para ser conquistado, nós vamos tentando conquistar e, felizmente, temos conseguido. Mas é um público diferente, mais velho também. Quero aproveitar, para deixar os parabéns à Associação Académica, porque não é, de todo, fácil fazer um evento num espaço completamente diferente. Só quem faz um evento destes, é que tem noção de todos os pormenores que são precisos e, num ano em que estão a fazer num sítio onde nunca foi feito, está a correr às mil maravilhas. O Minho tem de estar muito orgulhoso da associação que tem.

Se tivessem que definir o público do Minho em poucas palavras, quais seriam?

K: Fantástico e autêntico.

 

 

  

 

 

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