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Enterro da Gata'18 - Entrevista aos Capitão Fausto

Enterro da Gata'18 - Entrevista aos Capitão Fausto

Pela segunda vez consecutiva no Enterro da Gata, os Capitão Fausto, na voz de Domingos, estiveram à conversa connosco:

 

Quais são as vossas expectativas para a noite de hoje?

Estivemos cá no ano passado e em condições diferentes, porque o nosso colega Salvador estava com a mão partida, então demos o concerto sem o nosso baterista. Portanto, é a primeira vez que vamos atuar os cinco. Esta vai ser a nossa segunda vez e estamos a sentir um pouco de deja vu, mas esperamos que seja sempre melhor.

Como foi a experiência de terem estado a gravar no Brasil?

Eu acho que há uma ideia romântica de se ir gravar para fora e no nosso caso foi a mesma coisa. Foi algo muito especial, a ideia de acordar num sítio que não conheço, diferente da realidade a que estamos habituados, com todas as coisas boas e más que têm. Depois estar a fazer música num ambiente completamente diferente é incrível. Ficamos mesmo no centro de São Paulo e o estúdio era perto da nossa casa e íamos sempre a pé, contra todas as indicações que nos deram. Acima de tudo, sentíamos que as nossas novas músicas deveriam de ser gravadas no Brasil. Não nos estamos a apropriar da música brasileira, mas na verdade nalgumas músicas convidamos alguns músicos, para virem tocar connosco cavaquinho e violão. Por isso algumas das nossas músicas vão ter alguma instrumentação tipicamente brasileira, mas continua na mesma a soar a Capitão Fausto.

Para quando o lançamento do novo álbum?

Podemos adiantar que vai ser a seguir ao Verão, ainda não sabemos a data exata.

Apesar de ainda terem poucos anos de carreira, sentem que a vossa música já tem influenciado gerações?

Eu acho que é difícil generalizar uma geração. Ao longo dos anos consegue-se encontrar características que identificam a geração x ou y. O que acho que acontece é que muitas pessoas que se inserem dentro de uma geração qualquer e isso conseguimos ver pelos concertos que damos, pelas pessoas que vão e que ouvem a nossa música. Eu acho que tudo o que seja de cultura Pop teve sempre essa coisa de andar de mão dada com a sociedade e muitas vezes as bandas não fazem de propósito e às vezes palavras que são ditas e músicas que são feitas acabam por ter influência. Do nosso lado, a nossa preocupação foi sempre trazer música que nós gostávamos e depois noutra instância músicas que achávamos que as pessoas pudessem gostar. No entanto, nós não sentimos que controlamos o alcance que a nossa música, mas a verdade é que ao longo destes anos á tivemos impacto na vida de alguém.

Quais são os vossos objetivos a níveis musicais para o futuro?

Ao longo destes anos, sentimos que há sempre uma certa sonoridade parecida, porque são sempre as mesmas 5 pessoas a compor. Por isso é difícil, às vezes não cairmos em alguns lugares e sons comuns. Isso vai acontecer sempre. Mas para nós também é interessante a ideia de nunca nos repetirmos e por isso este disco vai ser diferente do anterior.

 

 

AAUM

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