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Enterro da Gata'18 - Entrevista a Emanuel

Enterro da Gata'18 - Entrevista a Emanuel

O badalado artista Emanuel voltou ao Enterro da Gata e esteve à conversa connosco:

 

O Emanuel estudou música clássica. Porque é que enveredou pela música popular?

Eu nasci no meio da música popular. Existe preconceito em relação a esse tipo de música, mas não devia existir. Música é música, independentemente se é popular ou não. E hoje vimos isso, mesmo quando muita gente critica a música popular, elas sabem sempre cantar as músicas. Eu estudei música clássica e estou preparado para fazer a música que eu quiser. Eu faço música para me agradar a mim e aos outros.

A música “Pimba Pimba”, de 1995, é, ainda hoje, tocada em festas populares e discotecas e convívios entre jovens. Qual é a sensação de carregar um legado como esse?

É fantástica. Nunca imaginei que iria cantar para milhões de pessoas que gostam daquilo que eu faço. “Pimba pimba” é uma peça de música popular de excelente qualidade, mas apenas quem conhece música popular é que sabe o que eu estou a dizer. Esta música surgiu numa altura em que a música popular era marginalizada, era música para bimbos e saloios. E eu disse abertamente que gosto de música popular e pus toda a gente a dançar. E ver a juventude a cantar as músicas é um sentimento extraordinário. É uma recompensa interior inexplicável.

Porque é que escolheu o nome artístico Emanuel?

Foi sempre um nome que eu gostei. Quando eu lancei o meu primeiro disco e mostrei aos meus pais, eles responderam que esse teria sido o meu nome. Porém, naquela altura, Emanuel era um nome religioso, era o nome de um messias e, por isso, não deixaram que eu me chamasse assim.

Quando é que despertou para a música?

Desde sempre. Eu nasci no meio da música, vivenciei a música na minha aldeia desde pequeno e fazer isto é o que me deixa mesmo feliz. Nunca sonhei que conseguisse ter o sucesso que tenho agora.

Já esteve anteriormente no Enterro da Gata, em 2012. Agora, em 2018, o que é que faz “bater forte o coração”?

A alegria! Se eu continuar com este sucesso, daqui a 4 ou 5 anos, volto ao Enterro da Gata e farei toda a gente saltar de alegria e, mesmo quando tiver 75 anos continuarei a cantar, nem que seja com bengala.

AAUM

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